1. HISTÓRICO

Para entender a Abordagem Sistêmica, é necessária uma contextualização histórica. O trabalho inicia-se na década de 40. Usava-se um enfoque individual com pensamentos psicanalíticos e um diagnóstico linear de causa-efeito, ainda não se observava atendimentos de família.

Na década de 50, iniciam-se os atendimentos de família. As sessões eram feitas com todos os membros, com o uso das técnicas psicanalíticas. Logo depois passou – se a inclui uma compreensão do funcionamento sistêmico.

Em 1960 surge a Primeira cibernética, a partir de então as sessões de família, com estratégias específicas de cada uma das linhas terapêuticas que vão se diferenciando. Essa diferenciação ocorre em função dos vários grupos de terapeutas se interessarem em desenvolver seus estudos focando um dos vários aspectos da compreensão sistêmica. Na primeira cibernética, o terapeuta operava o sistema de fora e o trabalho era em cima das correções dos desvios.

Em, 1970 surge a Segunda cibernética  onde o terapeuta sai da posição de “expert” e se torna mais um membro do sistema. Inicia-se o trabalho com metáforas conferindo maior importância a linguagem da família. O cliente vira o especialista do seu sistema e a partir daí acaba a “Univerassidade” e aparecem as múltiplas verdades. O pensamento passa a ser : processual, contextual e relacional.

O referencial da Terapia Sistêmica em sua origem, era direcionado exclusivamente ao atendimento de famílias. Com o desenvolvimento teórico, técnico e clínico, a abordagem sistêmica foi se reestruturando para também compreender e atender clinicamente o sistema individual.

 

2. PROPOSTA DE TRABALHO

A Terapia Relacional Sistêmica segue todos os pressupostos teóricos/técnicos/clínicos enfocando o cliente (seja um indivíduo, uma família, um casal) como um Sistema em relação.

O sistema em terapia necessita tomar consciência do seu funcionamento e das suas dificuldades (ou problemas), para poder desenvolver as mudanças, e assim ter como treinar os novos comportamentos/ atitudes/sentimentos.

O foco da Terapia Sistêmica é o processo de autonomia, que engloba o pertencer/separar-se, o desenvolvimento da consciência, das escolhas e responsabilidade; a mudança das pautas disfuncionais,      Para isso é necessário que o cliente se responsabilize pelo processo.

 

3. ATENDIMENTOS

Os atendimentos podem ser individuais, em família ou casal, dependendo de como os membros e o terapeuta definirem. O atendimento individual é possível, uma vez que um único membro é uma amostra do seu sistema. Ele já é entendido como uma totalidade. Claro, que estaremos com o ponto de vista de uma só pessoa, e o que nos interessa é como ela lida com o que ela percebe.

A escolha de sessões, tempos, tarefas e outros encaminhamentos são definidos a cada um dos momentos do processo em função das aprendizagens/mudanças que o sistema necessita e que é pertinente realizar.

Se quiser aprofundar nos seus conhecimentos, acesse os sites abaixo:

- Associação Brasileira de Terapia Familia

- AFT (Association of Family Therapy)

- Salvador Minuchin Center

- APTF (Associação Paulista de Terapia Familiar)

- Associação Mineira de Terapia Familiar -AMITEF